Este ano é aniversário do famoso Edito de Milão com o qual o Imperador Constantino (306-337) reconhecia a liberdade de culto à religião cristã. Era o mês de fevereiro do 313. Passaram-se exatamente 1.700 anos.
O Card. Angelo Scola, no dia 6 de dezembro de 2012 abriu solenemente as celebrações dessa comemoração na catedral de Milão.
Mas, o que este documento tem de importante e qual é a sua atualidade na sociedade de hoje?
Precisamos começar um pouco distante no tempo.
Jesus provavelmente morreu na Palestina no ano 30 que a partir do 64 a.C. estava sob o protetorado do Império Romano. Naquele ano o Governador (representante do Imperador) era Pôncio Pilatos (26-36), que assinou a sentença de morte de Jesus.
Era costume romano que os Governadores enviassem a Roma um relatório oficial sobre os acontecimentos da região confiada aos seus cuidados. Desta tradição nos informa o primeiro historiador do cristianismo, Eusébio de Cesaréia (260-340), na sua História Eclesiástica: “Pilatos, segundo um antigo costume de que o governador das províncias transmitisse as novidades ocorridas nelas ao detentor do poder real, a fim de que este ficasse bem informado de tudo, comunicou ao imperador Tibério...” (II, 2, 1).
Naqueles anos, o Imperador era Tibério (14-37). Pilatos enviou a Tibério um informe mostrando-se favorável aos Cristãos e falava também de Jesus, mas desta vez o elogiava e apresentava a Tibério a proposta de reconhecer a sua divindade.
Esta carta é do ano 35.
Justino (100-165) nos confirma em dois passos da sua I Apologia, depois de ter resumido a vida de Jesus: “Que tudo isso aconteceu assim, podeis comprová-los pelas Atas redigidas no tempo de Pôncio Pilatos” (I, 35, 9). Outro passo: “Que tudo isso foi feito por Cristo, vós o podeis comprovar pelas Atas redigidas no tempo de Pôncio Pilatos” (I, 48, 3).
Também Tertuliano (cerca de 155 - cerca de 245) nos transmite esta notícia no Apologético (197 d. C.): “Pilatos, já cristão no seu coração, relatou a César, que então era Tibério, todos os fatos relativos ao Cristo” (21, 24).
Então o reconhecimento da divindade do fundador de uma religião, condição indispensável para que o exercício deta religião fosse admitido no império, era responsabilidade do Senado de Roma. Tertuliano nos dá a notícia: “Existia um antigo decreto de acordo com o qual o comandante supremo não tinha nenhum direito de deificar uma pessoa sem a aprovação do Senado” (Apocalipse, 5, 1).
Tibério enviou o relatório de Pilatos ao Senado mostrando o seu desejo de que Cristo fosse reconhecido como Deus. Aqui veio o conflito de competências. O Senado não gostou desta "pressão" do Imperador, e para defender a sua autonomia, recusou reconhecer em Cristo as prerrogativas da divindade. Portanto respondeu negativamente a Tibério.
Este documento é do ano 35 d.C. e é conhecido na história como "Senatus Consultum".
Desde então, a religião cristã foi considerada no império como “religio non licita”.
É ainda Tertuliano que nos informa sobre isso: “ Tibério, quando informado da Síria-Palestina que lá embaixo se tinha revelado a divindade de Cristo, submeteu a questão ao Senado com voto favorável. O Senado, não tendo aprovado tais fatos, os rejeitou” (Ap, 5, 2).
Eusébio nos apresenta assim os fatos: “Conta-se ter Tibério relatado a questão ao Senado, o qual, contudo, rejeitou a proposta… Uma antiga lei estabelecera que, entre os romanos, ninguém fosse divinizado, senão através de votos e decreto do Senado... O Senado romano rejeitou desta forma o projeto que lhe fora apresentado acerca de nosso Salvador” (H. E., II, 2, 2-3). (Para ver este documento. Marta Sordi, Império Romano e do cristianismo, Escritos Selecionados, Institutum Patristicum Agostinianum, Roma, 2006, p. 33-69).
Pelo qual do 35 d. C. os cristãos não podiam professar oficialmente a sua religião em quanto não reconhecida pelo Senado. Esta situação durou até o 313.
Não necessariamente os cristãos deveriam ser perseguidos. Isso dependia da mentalidade dos Imperadores e da conveniência política.
Nos primeiros três séculos acontecem várias perseguições.
O escritor Lactâncio (260-340, aproximadamente) em sua obra: A morte dos perseguidores (escrito logo após o 313) apresenta as perseguições mais ferozes e em territórios geográficos mais amplos, sob os seguintes imperadores: Nero (54-68), Domiciano ( 81-96), Décio (249-251), Valeriano (253-260), Aureliano (270-275), Diocleciano (284-305), Galério (305-311).
Mas houveram outras em territórios mais delimitados durante os Imperadores: Trajano (98-117), Adriano (117-138), Antonino Pio (138-161), Marco Aurélio (161-180) Septímio Severo (193-211), Gallo (251-253).
Após a vitória sobre Maxêncio no Ponte Mílvio (Roma), em 312, Constantino mudou o estatuto jurídico dos cristãos, com o famoso Édito (fevereiro de 313).
Na verdade, este documento não foi assinado no Fevereiro de 313 em Milão. Após a vitória, Constantino e Licínio (308-323) fizeram acordos em Milão no mês de fevereiro, mas a assinatura e a publicação desses acordos acorteceram no dia 13 de junho de 313 na cidade de Nicomédia. Desta forma se abolia o documento do Senado do ano 35.
O texto nos é trazido por Lactâncio (A morte dos perseguidores, cap. 48) e por Eusébio (História, X, 5, 2-14).
Isto significou que o cristianismo não era mais passível de perseguição mas entrava com todos os direitos no Império Romano.
Devido à sua importância transcrevo de Eusébio a parte mais importante:
“Não se deve recusar a libertade da religião, mas é preciso deixar à razão e à vontade de cada um a faculdade de se ocupar das coisas divinas, conforme preferir... Resolvemos, em primeiro lugar e antes de tudo, dar ordens para assegurar o respeito e a honra à divindade, isto é, decidimos conceder aos cristãos e a todos a livre escolha de seguir a religião que quisessem... Declaramos nossa vontade de que a ninguém absolutamente se recuse a libertade de seguir e preferir a observância ou a religião dos cristãos e de que seja concedida a cada qual a liberdade de dar consciente adesão à religião que julgar melhor...Assim, após a supressão completa das cláusulas contidas a respeito dos cristãos, ficasse abolido o que se mostrasse inteiramente injusto e contrario à nossa brandura, e que agora, livre e simplezmente, cada un daqueles que tomaram a livre decisão de praticar a religião dos cristãos, possa observá-la sem nenhum impedimento”.
Dá para imaginar a alegria dos cristãos por este Édito. Eusébio de Cesaréia escreveu uma Vida de Constantino elogiando muito mesmo esse Imperador. Além disso na Igreja do Oriente, Constantino é considerado um santo.
Certamente mais do que por razões religiosas, Constantino agiu por razões políticas. É suficiente pensar que Constantino só decidiu ser batizado quando estava para morrer.
Mas isso não diminui o grande mérito e intuição que ele teve ao reconhecer que já a realidade no Império tinha mudado, que já o cristianismo e a Igreja tinham uma função social e jurídica, pelo qual já era anacronístico continuar com a proibição do Senado. Constantino viu no Deus dos cristãos não um perigo para o Império, mas uma ajuda. Já a religião imperial mostrava-se insuficiente diante das novas problemáticas. Na religião cristã Constantino viu uma ajuda para garantir a estabilidade do Império e para salvar a civilização romana.
Infelizmente, esse equilíbrio foi quebrado pelo seguinte Édito de Tessalônica do 27 de Fevereiro de 380, no qual a religião cristã foi reconhecida como a única e verdadeira religião a ser professar no Império: "Nós queremos que todos os povos permaneçam fieis àquela religião transmitida pelo divino apóstolo Pedro aos Romanos... Ordenamos que o nome dos Cristãos católicos abrace aqueles que seguem esta lei, enquanto os outros loucos e insanos... devem ser castigados” (Para este documento, e toda a legislação: o cristianismo nas leis da Roma Imperial, a c. Alberto Barzanň, ed. Pauline, Milão 1996; texto citado está em p. 228.).
Este Edito tem um signifaco epocal porque marca o começo da liberdade do homem moderno. O Estado reconhece a liberdade dos seus cidadãos de professar aquela religião que em consciência acreditam que seja a melhor.
Com Constantino o Estado se torna laico, no sentido mais verdadeiro do termo. Laico não significa indiferente ante a religião, ou pior, relegar a religião ao interior da consciência, mas reconhecer a dimensão espiritual do homem, que tem também implicações sociais, permitir a liberdade de culto sem interferências e limites.
Neste sentido o Estado laico é um Estado crente no duplo sentido.
Crente em Deus a quem deve prestar o culto devido segundo a virtude da justiça, que neste caso se transforma em virtude da religião.
Crente no homem porque o Estado reconhece não somente a sua dimensão biológica e cívica, mas também aquela espiritual. Dessa forma evita-se um antropologismo redutivo e vem reconhecido um antropologismo transcendente.
Bento XVI mais de uma vez falou de “laicidade positiva”
“A ‘laicidade sadia’ exige que o Estado não considere a religião como um simples sentimento individual, que poderia ser confinado exclusivamente no âmbito particular. Pelo contrário a religião... deve ser reconhecida como presença comunitária pública... Não é um sinal de laicidade sadia a rejeição, à comunidade cristã e àqueles que legitimamente a representam, do direito de se pronunciar a respeito dos problemas morais que hoje interpelam a consciência de todos os seres humanos, de maneira particular dos legisladores. Não se trata de uma ingerência indevida por parte da Igreja na atividade legislativa, própria e exclusiva do Estado, mas sim da afirmação e da defesa dos grandes valores que dão sentido à vida da pessoa e salvaguardam a sua dignidade. Antes de ser cristãos, estes valores são humanos... Nesta nossa época há quem procure excluir Deus de todos os âmbitos da vida, apresentando-O como antagonista do homem... É nossa tarefa fazer compreender que a lei moral que Ele nos deu tem a finalidade não de nos oprimir, mas de nos libertar do mal e de nos fazer felizes. Trata-se de mostrar que sem Deus o homem está perdido, e que a exclusão da religião da vida social debilita os próprios fundamentos da convivência humana” (Bento XVI, discurso à União dos Juristas Católicos Italianos, 9 de dezembro de 2006.).
E ainda: “Sem dúvida, esta ‘sã’ laicidade do Estado comporta que cada realidade temporal seja regida segundo normas próprias, que todavia não devem descuidar as instâncias éticas fundamentais, cujo fundamento se encontra na própria natureza do homem e que, precisamente por este motivo, remetem em última análise para o Criador” (ao Embaixador, Discurso da República de São Marino, 13 de novembro de 2008).
Esta "sã laicidade do Estado" não é um resultado do Concílio mas faz parte do Magistério constante da Igreja. Já Pio XII no discurso do 23 de março de 1958, se expressava: “A legítima sã laicidade do Estado é um dos princípios da doutrina católica”. Assim, um Estado laico é aquele que não impede a busca do sentido da própria vida de cada pessoa e que garante que os direitos humanos fundamentais sejam respeitados e protegidos.
A autêntica laicidade não coíbe, mas postula uma sã colaboração entre o Estado e a Igreja, dado que ambos, embora diversamente, estão ao serviço da vocação pessoal e social das mesmas pessoas humanas.
Estas reflexões do Papa Bento XVI também são compartilhadas por outras pessoas capazes de refletir. Um destes é o escritor Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Ele meditou no slogam: "Como se Deus não existisse". E concluiu que esta expressão é a desgraça da sociedade moderna e não só está cheia de agnosticismo, mas também privada de toda moralidade. Pungentemente escreveu: "Se Deus não existe, qual crime pode existir?" (Os Irmãos Karamazov, Livro VI, cap. 3) "Uma vez que a humanidade tenha negado a Deus... o homem se exaltará com um espírito divino, de orgulho titânico, e aparecerá como homem-Deus... Se Deus não existe, tudo é permitido"( Idem, Livro XI, cap. 9.).
O Estado vai por água abaixo. Tornando-se tudo lícito não existe mais o delito. Toda ação, também a mais negativa, obtém livre cidadania. Diante disso o Estado é impotente; tirando Deus e não reconhecendo a liberdade religiosa, está fadado à morte.
A outra grande personalidade é Victor E. Frankl (1905-1997), fundador da Terceira Escola de psicoterapia de Viena, a Logoterapia. Ele fundou a sua teoria sobre a busca do ‘sentido da vida’. Individualizou a realização da pessoa quando esta encontrou o sentido da sua vida; diz que quando a vida não tem mais significado, vem o desespero, a degradação e o ser humano é capaz de qualquer coisa quando se forma o ‘nada’; sucessivamente ao sentido da vida vem o ‘tédio’ do viver. Vê no niilismo o grande inimigo: “Confundir a dignidade do ser humano com mera utilidade surge de uma confusão conceptual que pode ser attribuída em suas origens ao niilismo contemporâneo... O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovisto do sentido” (Victor E. Frankl, Em Busca de SENTIDO, Ed. Vozes, Petrópolis, 2008, p. 173.).
Daqui se deduz que a visão da vida apresentada pela Igreja não tem diretamente fundamento cristão, mas é uma exigência enraizada na natureza mesma do homem, compartilhada por pessoas de outras religiões.
Autor: Vitaliano Mattioli
Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/o-edito-de-milao-ontem-e-hoje-parte-iii
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O EDITO DE MILÃO - Ontem e Hoje
segunda-feira, 8 de julho de 2013
SÃO JORGE - VERDADES E MITOS SOBRE O SANTO
A Verdade: São Jorge (275 – 23/04/303), nasceu na antiga Capadócia,
atualmente pertencente à Turquia. Após a morte de seu pai, mudou-se
com sua mãe para a palestina.
Foi promovido a capitão do exército romano por sua dedicação
e habilidade. Com 23 anos passou a frequentar a corte imperial em
Roma. Nesta época o imperador Diocleciano decretou a morte dos
cristãos e numa reunião do senado para confirmar o decreto, São Jorge levantou-se contra ele e, defendendo as verdades da fé, afirmou
que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Indagado sobre esta atitude ousada, São Jorge respondeu que era
por causa da Verdade, e perguntado por um senador o que era verdade respondeu-lhe que a Verdade é Nosso Senhor Jesus Cristo, e que Ele estava ali para dar testemunho disso.
Como São Jorge mantinha-se fiel e não aceitava os deuses pagãos,
o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o. Após várias
torturas, não renegando a Deus Nosso Senhor, foi degolado em 23 de
abril de 303. Sua sepultura encontra-se na Lídia, na Palestina.
Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a
São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte,
construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir,espalhando-se rapidamente pelo ocidente. São Jorge é padroeiro da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, e da cidade de Moscou. É padroeiro dos escoteiros, do Corinthians Paulista e da Cavalaria do Exército Brasileiro.
Glorioso São Jorge, rogai por nós!
Mitos
1. A forma popular pelo qual é representado São Jorge, isto é, matando um dragão, não encontra fundamento real em sua vida. Os gregos começaram a representá-lo assim, de maneira alegórica. O dragão simboliza a idolatria que ele enfrentou com as armas da Fé, e a donzela que o Santo defende representa a província da qual ele extirpou as heresias;
2. A ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro,
com forte influência da cultura africana;
3. A lenda de que São Jorge teria deixado de ser reconhecido pela Igreja não procede. São Jorge é um santo venerado pela Igreja desde o século IV como Grande Mártir. O fato de a Igreja Católica, em alguns anos, guardar sem festejos a celebração do seu dia celebrado no dia 23 de abril, é devido e só quando este coincide com a celebração do Sábado de Aleluia, onde a Vigília Pascal de Cristo
tem grandiosidade maior e o glorioso São Jorge diminui para que Cristo brilhe, como o próprio assim fez quando foi martirizado. A desinformação sobre este fato é que tem feito alguns pensarem que a igreja o deixou de reconhecer, mas isso não procede.
Fonte: http://cacamentiras.blogspot.com.br/2012/11/sao-jorge-verdades-e-mitos-sobre-o-santo.html
quinta-feira, 20 de junho de 2013
ABORTO - UM PRINCÍPIO NAZISTA: VEJA O QUE OCORREU DEPOIS DA LEGALIZAÇÃO NOS EUA!
Sabemos e está comprovado que a vida começa na concepção, mas o fato da Federação Brasileira das Academias de Medicina, assim como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos terem se pronunciado oficialmente sobre esta evidência, não acalmou o ímpeto dos abortistas em querer legalizar o aborto no Brasil a todo custo.
Um dos fraquíssimos argumentos pró-morte, ou pró-aborto, tanto faz, é que o aborto seria um mal necessário, um mal menor e que eles não teriam a menor intenção de que o aborto se tornasse um método contraceptivo.
Que os abortistas usam de mentiras, falsos dados, para defender seus interesses isso agente já sabia, porém, querer que acreditemos que não estão interessados no lucro do aborto, isso é novidade. Seria muita inocência da nossa parte pensar que não estão atrás disso.
Todos nós sabemos que existe uma indústria milionário por trás da legalização do aborto, quem nos revela isso é o Dr Bernad Nathanson, um dos responsáveis pela legalização do aborto no EUA ; ele foi o diretor da maior clínica de abortos do mundo, fez milhares de abortos.
Após a chegada do ultra-som e da embriologia, Dr Bernad verificou que o feto era realmente uma vida humana e por isso começou uma das maiores campanhas contra o aborto do mundo.
Dr Bernad Nathanson relata os números: “US$ 300 dólares cada aborto. 1,55 milhões de abortos significam uma indústria de US$ 500.000.000 dólares anuais, dos quais a maior parte vai para o bolso do médico que faz o aborto…”
A verdade é que eles bem sabem que o aborto legalizado vira método contraceptivo e gera lucro à preço de sangue; ou será que ignoram os dados.
Os números que vou citar agora referem-se aos Estados Unidos da América , país onde o aborto hoje é legalizado.(Brian Clowes,Abortion Statistics: Effective Eye-Opener, e cf.)
7.000 abortos em 1965,
9.500 abortos em 1966,
13.800 abortos em 1967,
18.000 em 1968,
73.000 em 1969),
Saltou para 193.500 abortos em 1970,
para 1.034.000 abortos em 1975,
1.553.900 abortos em 1980, e estabilizou nesse número aterrador.
Antes da legalização, nos EUA, havia 1 aborto para cada 45 nascimentos; atualmente há 1 aborto para cada 3 nascimentos.
As razões, segundo a pesquisa, que levam as mulheres a abortar nos EUA são as seguintes:
76% porque um bebê implica uma grande mudança de vida,
68% porque não têm dinheiro para o bebê,
51% têm problemas com o pai da criança,
31% querem evitar serem mães solteiras,
26% não querem ter mais filhos,
23% porque o pai da criança quer o aborto,
13% porque o bebê pode ter problemas de saúde,
7% por causa da sua própria saúde,
7% porque os pais da mulher querem o aborto,
1% por serem vítimas de violação ou incesto.
No período entre 1965 e 1992, houve 30 milhões de abortos nos EUA.
O aborto é agora a primeira causa de morte dos americanos, três vezes maior do que as doenças cardiovasculares.
E ainda querem nos convencer que o aborto não vai virar método contraceptivo no Brasil, assim como virou nos EUA?
Querem nos convencer de que não existe interesse financeiro e ideológico na questão?
O Nazismo implantou o aborto e a eutanásia no ano de 1935, quando começou a eliminar as crianças que não eram da raça ariana ou possuíam algum “defeito genético” como deficiência física ou mental.
Pouco mais tarde o projeto “evoluiu” e começou a alcançar também as crianças já nascidas até se transformar em um programa de eutanásia em larga escala
Milhares de crianças alemãs, mesmo consideradas racialmente “arianas”, foram enquadradas dentro do programa de eutanásia, muitas por razões sociais em vez de defeitos físicos
A morte das crianças era realizada principalmente pela fome ou por uma alta dose de drogas.
Nos primeiros anos de vigência do programa somente crianças portadoras de sérios defeitos congênitos foram mortas, mas à medida em que o tempo foi passando a idade das crianças submetidas à eutanásia foi aumentando e as indicações para as quais esta era recomendada foram se ampliando. Foram mortas crianças por apresentar orelhas deformadas, por urinar na cama e outras enquadradas como “difíceis de educar”.
A sociedade que elimina uma vida humana, pelo simples fato daquela vida não ser útil ou conveniente, está vivendo na prática os princípios Nazistas de Hitler.
Autor: Tiba Camargo
Fonte: http://blog.cancaonova.com/tiba/tag/razoes-para-o-aborto/
segunda-feira, 13 de maio de 2013
O CASAMENTO É UMA CAUSA PERDIDA?
A aprovação do "casamento" gay é o último passo da agenda anti-família e da eliminação dos direitos das crianças
A promulgação da lei que permite o casamento gay e a adoção por pares homossexuais, no último mês de abril, na França, não encerrou o debate sobre a questão. Apesar da intransigência do governo socialista de François Hollande, a população voltou a encher as ruas de Paris neste domingo, 26/05, para dizer um rotundo não à equiparação do matrimônio às uniões de pessoas do mesmo sexo.
Segundo os organizadores da "Manif pour tous" (Manifestação para todos), mais de um milhão de pessoas participaram do ato. O movimento contou com a presença não só de católicos, mas também de grupos de outras religiões e até mesmo de homossexuais.
Um protesto semelhante ocorreu na Polônia também neste domingo e agregou milhares na terra do Beato João Paulo II.
A manifestação é uma resposta à falácia esquerdista de que a consolidação do "casamento" gay é um fato inevitável e irreversível. O professor de jurisprudência da Universidade Princeton, Robert P. George, considera um grave erro dos conservadores a aceitação da hipótese - obviamente incentivada pelos liberais - de que a defesa da família é uma "causa perdida".
O professor recorda que o mesmo foi dito a respeito do direito ao aborto nos Estados Unidos, durante a década de 70, e hoje é mais comum encontrar pessoas pró-vida do que pró-escolha (como se definem os defensores do aborto).
Ele alerta que a aceitação da união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo não é uma simples questão de "justiça social", como afirmam seus defensores, mas uma mudança substancial no conceito de família e paternidade, que trará consequências perigosas para a educação das crianças e para a liberdade religiosa.
Ora, se se concebe o casamento não como uma união em uma só carne, argumenta George, mas como uma "parceria doméstica romântico-sexual", todo o arcabouço familiar desmorona, pois já não fazem sentido a monogamia, a fidelidade conjugal e os direitos paternais biológicos.
O casamento passa a existir apenas como um contrato social com prazo de validade no qual ambas as partes prestam serviços sexuais. Isso é a completa perversão do conceito de família, além de uma afronta direta ao direito matrimonial histórico, que jamais cogitou tamanho disparate.
A denúncia de Robert P. George se torna ainda mais grave quando se observam os precedentes abertos por essa compreensão errônea do ser humano e, por conseguinte, do casamento. Ele se questiona: "se dois homens ou duas mulheres podem se casar, por que não poderiam se casar também três ou mais pessoas, indistintamente de sexo, em poliamorosas "tríades", "quadríades", etc?"
Milhares de franceses deram a mensagem: "Casamento é entre um homem e uma mulher" Para além das ressalvas, na prática, esse entendimento tortuoso do casamento já consolidou em muitos tribunais o retorno à poligamia. Um retrocesso que demonstra de forma contundente o caráter retrógrado e paradoxal do dito "progressismo".
Ao considerar o ser humano como apenas razão e vontade, relegando o corpo a uma função meramente instrumental, o Estado redefine o matrimônio, transformando-o num simples arranjo de emoções e desejos eróticos. Sendo assim, se já não existe uma razão que sustente a distinção de sexo e a monogamia do matrimônio, aqueles que insistem na sua defesa, agem imbuídos por mero "preconceito".
E é aí que mora o perigo, pois por que o Estado deveria tolerar as instituições religiosas promotoras da "homofobia"? É com base nessas questões que o professor Robert P. George alerta para a ameaça à liberdade religiosa erigida a partir da aprovação do "casamento" gay, última etapa no processo de desconstrução da família, iniciado há muito tempo com a permissão do divórcio.
Outro fator importante elencado pela fundadora do Instituto Ruth - uma organização dedicada à promoção da família - Jennifer Roback Morse, é o aumento da interferência do Estado nas questões familiares, por causa da nova definição do matrimônio.
O casamento é uma instituição pública, cuja finalidade natural é defender os direitos das crianças. Cabe ao Estado garantir esses direitos através da justiça. Toda criança tem o direito natural de conhecer sua origem, sua identidade e de relacionar-se com o pai e a mãe. Todavia, quando o casamento deixa de ter seu fundamento biológico para se tornar um contrato, inúmeros problemas aparecem: divórcios unilaterais, filhos fora do casamento, produção independente, prejuízo à educação das crianças e sexualização precoce.
Criada a desordem, quem aparece para arrumar a bagunça, pergunta Jennifer Morse? O Estado. Ela afirma que "o governo hoje em dia interfere muito mais na vida privada das pessoas do que jamais o fez nos terríveis anos da década de 1950".
Em linhas gerais, a intenção dos esquerdistas e dos promotores do "casamento" gay nunca foi garantir "direitos iguais" aos homossexuais, mas tão somente aumentar o poder do Estado sobre a família e o comportamento dos seus filhos.
Trata-se de uma engenharia social que caminha a passos largos e imita os rumos de países como a Suécia, um triste exemplo de nação na qual os pais não têm mais contato com seus filhos. A educação fica sob total responsabilidade do Governo, que os educa conforme a sua cartilha materialista e socialista.
E se resta alguma dúvida de que essa política está sendo empregada no Brasil, basta lembrar da recente lei promulgada pela presidente Dilma Rousseff que obriga os pais a matricularem seus filhos na escola a partir dos quatro anos de idade.
Por outro lado, infelizmente, pouquíssimas pessoas têm se dado conta da gravidade da situação. Não percebem que o que se está em jogo é a autonomia familiar, os direitos da criança e a liberdade religiosa. Alguns argumentam que isso é uma questão de foro íntimo e de liberdade de consciência. Não, não é!
Nenhuma nação é livre quando os direitos fundamentais do indivíduo são tolhidos logo na base, ou seja, quando crianças. Recorda Jennifer Roback Morse, "não é possível criar uma sociedade duradoura que sistematicamente mine o fundamento biológico da identidade humana".
Provavelmente, todos têm contato com filhos de pais separados, com crianças órfãs ou frutos de uma "produção independente". Todos sabem do sofrimento e da angústia delas.
Não obstante, imaginem então o caso daquelas crianças geradas em barrigas de aluguel, geradas a partir de doações de sêmen, seja para pares homossexuais, seja para casais.
As manifestações realizadas na França e na Polônia não são apenas atos políticos de partidos de "extrema direita". São, antes de tudo, um ato heroico de um povo que percebeu a artimanha sorrateira dos liberais contra a família.
Reproduzem a reta razão e o direito natural inscrito no coração do ser humano de que o matrimônio é uma realidade existente somente entre um homem e uma mulher, não só para a geração, mas também para a proteção e garantia da vida dos filhos.
E isso, nenhuma ideologia, por mais engenhosa que seja, será capaz de cancelar. Que elas possam inspirar mais e mais católicos e pessoas de boa vontade a se posicionarem de maneira clara contra a mentira e os projetos totalitários que procuram solapar a família.
Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere
Fonte: http://padrepauloricardo.org
Fonte: http://padrepauloricardo.org
segunda-feira, 15 de abril de 2013
MARIA - MÃE DO MEU SENHOR, OU SEJA - MARIA - MÃE DE DEUS! COMO PODE SER?
"Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lc 1,43)
É claro que Jesus tem mãe, se não tivesse estaria descumprindo as profecias, pois, o Filho de Deus viria a nós de uma virgem, e assim foi.
"Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco". (Is 7,14)
Quando da analogia do texto em Hb 7,3 onde se coloca sem pai, sem mãe, sem começo e sem fim, é uma alusão a infinita existência de Deus, que existe desde sempre e continuará existindo eternamente.
Chamar Maria de Mãe de Deus é algo correto, vem de uma simples conclusão, visto que, Jesus é Deus, segunda pessoa da Santíssima Trindade, sendo Maria sua mãe, é ela Mãe de Deus, no entanto é claro que Maria é Mãe do Verbo Encarnado, da manifestação Divina que é Jesus, Maria não é criadora de Deus e sim foi criada por Ele para gerar sua manifestação humana, Jesus o Cristo, face humana de Deus, face Divina do homem.
Sabemos que Maria é Mãe de Deus, nosso Deus Jesus Cristo, em seu ventre ele foi gerado, formado e nutrido, ela deu a luz ao Filho de Deus, que é Deus conforme o mistério da Santíssima Trindade, Maria é legitimamente e naturalmente Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois assim Deus decidiu que seria, para isso ela foi criada, e cumpriu sua missão e é um exemplo de obediência, servidão e perseverança na fé.
No III Concílo Ecumênico da Igreja, o Concílio de Éfeso, convocado pelo papa Celestino I, em 431, na cidade de Éfeso, e presidido por Cirilo, bispo de Alexandria que contou com a presença de mais de 200 Bispos da Igreja Católica, definiu-se a verdadeira unidade da pessoa de Cristo; Declarou Maria como sendo a Mãe de Deus (theotokos), contra Nestório, bispo de Constantinopla.
Para que se entenda o que se quer dizer quando se fala "Maria Mãe de Deus" é preciso que se compreenda a Divina presença de Jesus como segunda pessoa na Santíssima Trindade, sem isso sempre se cairá no equivoco de se negar à natureza humana de Jesus inseparável de sua natureza Divina e assim incorrendo na Heresia Nestoriana, condenada em Concílio Ecumênico pela Igreja.
Autor: Confrade Paulo
Fonte: http://confradepaulo.blogspot.com.br/2008/02/me-do-meu-senhor.html
terça-feira, 19 de março de 2013
Novelas e a influência na mentalidade brasileira - Parte II
Nova agressão moral já está para sair
E, para este ano de 2013, a nova novela do horário nobre, com previsão para estrear no fim do semestre, irá falar sobre a história de dois homens que vivem como um “casal” e que tem uma filha, num triângulo amoroso em que um deles se apaixona por uma mulher, segundo a imprensa diária. Walcyr Carrasco, o autor dessa novela, estaria buscando explorar o tema da bissexualidade que é pouco tratado em novelas. (Como se fosse um comportamento moral exemplar e fundamental e não mais uma conduta imoral. Para ele deve essa conduta ser absolvida pelo povo, do mesmo modo como fizeram com a fertilidade, o divórcio, o homossexualismo, a poligamia…)
Essa constatação é reconhecida também por líderes do movimento LGBT, como salientou o próprio deputado federal Jean Williams: Nós entendemos que a telenovela faz parte das práticas de significação e dos sistemas simbólicos por meio dos quais os sentidos são produzidos e os sujeitos são posicionados, ou melhor, entendemos que a telenovela é representação, e como toda representação, ela não apenas reproduz a realidade, mas também a produz, isto é, desencadeia (re)ações entre os telespectadores. Por isso, não a descartamos.”
É interessante, contudo, notar que as novelas exploram características fundamentais da sensibilidade humana, apelam para aspectos nos quais os homens se envolvem naturalmente, tais como: justiça, amor e liberdade.
Assim, é muito mais fácil conquistar o interesse e a curiosidade do telespectador com as tramas. Entretanto, os autores sabem direitinho como perverter esses valores humanos, transformando-os em justificativas para legitimar o liberalismo (i)moral que reaparece em todos os personagens principais: “o importante é ser feliz e ninguém pode julgar os seus atos”. Desde que o personagem não maltrate os outros, nem os animais e nem ligue para bens materiais, pode fazer tudo que quiser.
Daí, consequentemente, a personagem que influencia milhares de pessoas pode passar por cima de si mesmo, de sua integridade, daquilo que seus pais lhe ensinaram, e da sua própria consciência do que é certo ou errado. Trocando em miúdos: a perversão total da ideia de família.
E, é claro, aqueles que buscam defender os verdadeiros valores e princípios morais e éticos, são os vilões hipócritas e frustados que reportam aos outros sua infelicidade (tenho certeza que até aqui o leitor já pode identificar dezenas de personagens das novelas que se lembra ao longo de sua vida).
Quer um exemplo? Quais personagens que se posicionaram contra a união homossexual foram mocinhos nas tramas? Nenhum. São sempre os vilões preconceituosos que não admitem a felicidade alheia ou pessoas desinformadas que, aos poucos, são conquistadas pelas personagens e passam a aceitar a história de “amor” e “superação” do “casal”. Sempre a mesma coisa…
Ao mesmo tempo, o padre babão e interesseiro, o seminarista homossexual que tem medo de se assumir, a beata fofoqueira e a religiosa pervertida que são constantemente retratados, sempre ridicularizados, são meramente o “retrato da sociedade” e não há nada de preconceituoso, claro que não!
"Mulheres apaixonadas", 2003, Estela seduzia Padre Pedro e no fim da trama os dois ficaram juntos.
Quem são, na realidade, os preconceituosos?
Neste caso, nenhum autor muito atento às minorias, aos direitos e às liberdades humanas está preocupado, não é? Seria interessante saber se esses autores que tanto falam sobre religiosos conhecem, de verdade, as obras de religiosos, os trabalhos de comunidades inteiras e a vida de devoção de milhares de pessoas…
Em relação a esses insultos à religião, principalmente ao cristianismo, aponta, sutilmente, Chong: “Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a ideia de que a riqueza e o poder não trazem felicidade. A família está no centro dessas transformações.”
Se fosse recorrente uma crítica ao homossexualismo, ao ateísmo e ao desarmamento, com certeza, todos estariam muito preocupados com os direitos humanos e cobririam as novelas de críticas.
Personagens Católicas que apareciam como frustadas e hipócritas. "Gabriela" - 2012.
Vale lembrar, contudo, que o autor da próxima trama das 21h que abordará o tema da bissexualidade, se declara católico. Foi ele quem escreveu “A Padroeira”, em 2001, mas também “Alma Gêmea” em que a história principal se baseava em torno do espiritismo. Não hesita em colocar padres corruptos em suas tramas nem em tratar de questões que vão diretamente contra a Igreja Católica.
A subversão
Os autores se servem de realidades particulares e cotidianas para sensibilizar o público e depois, quando veem boa aceitação das histórias, direcionam as ações das personagens para o que querem que seja aceito, seja bem visto, polemizado e comentado pelo público geral. Foi exatamente assim, por exemplo, que se deu a divulgação maciça da ideia de “homofobia” aberta e direta entre a população, como reconheceu o deputado Jean Williams:
“No que diz respeito à representação de homossexuais mais próxima da realidade dos fatos e a serviços prestados à cidadania LGBT, Insensato coração é a melhor novela já exibida pela Globo. Foi ela que sustentou, na esfera pública, a denúncia dos crimes de ódio contra homossexuais.”
Rodrigo e Hugo, em "Insensato Coração", eram um "casal" e se tornaram ícones da causa homossexual, aparecendo, inclusive, no comercial do "Disque Direitos Humanos" do Governo Federal, na rede Globo.
E assim, há mais de 40 anos, os autores das novelas conseguem criar novas tendências, divulgar outras já existentes e moldar a moralidade, a opinião e o comportamento de milhões de brasileiros, diariamente.E claro, quanto aos telespectadores, quando perguntados sobre as influências das novelas em suas vidas, geralmente consideram que não seguem novelas e não dão importância ao que elas tratam, que sabem que é ficção. Mas, enquanto isso, reproduzem fielmente tendências e ideias divulgadas pelas histórias atuais, sistematicamente.
"O Clone", 2001, de Glória Perez bateu recordes de audiência e insinuava o antagonismo entre ciência e religião.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com a novela “O Clone”, de Glória Perez, que estreou em 2001 e abordava uma história de amor entre uma mulçumana e um brasileiro. O protagonista, Lucas, foi alvo de um experimentou científico que deu certo e foi clonado. O debate principal da trama era em torno da ciência e da religião e do relativismo cultural, que não coincidentemente, ganhou impulso no início do século XXI.
A novela teve grande repercussão, sendo exibida em outros países, e a cultura oriental amplamente difundida no Brasil.
Trata-se, pois, de mais um elemento fundamental na revolução cultural que se estabeleceu em todo o mundo, que devagar e constantemente, entra no seio de cada família e destrói por dentro aquilo que deveria ser a principal defesa de um verdadeiro cidadão de bem.
Se você não quer que sua família seja diretamente agredida, se você não aceita que os interesses de um grupo que não representa a família brasileira sejam continuadamente repetidos e aceitos passivamente por pessoas que zelam pelos verdadeiros valores familiares, você não pode se prestar a este papel.
Por mais que a situação seja grave e que a manipulação de tendências morais seja cada vez maior por meio de novelas, ainda há tempo de manifestarmos nossa total resistência a essa nova trama da Globo, que tem previsão para estrear no final de maio.
Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/novelas-a-educacao-de-sua-familia-feita-por-uma-rede-de-televisao?origem=100
Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/novelas-a-educacao-de-sua-familia-feita-por-uma-rede-de-televisao?origem=100
segunda-feira, 18 de março de 2013
Novelas e a influência na mentalidade brasileira - Parte I
Está provado que as novelas moldam a moral brasileira.
Veja no fim da reportagem como fazer um protesto contra a novela das 21 hs, prevista para estrear no fim do semestre, que abordará a bissexualidade.
Muitos brasileiros já sabem pelo menos o nome da recente novela das 21hs. E não foi preciso completar a frase com “da globo”, para que o leitor pensasse: “Salve Jorge” (coitado de São Jorge).
A Rede Globo, historicamente a maior produtora de novelas diárias da televisão brasileira, tem índices altíssimos de audiência nos horários correspondentes a tais novelas, de modo especial aquelas que atingem um grande público e fazem mais sucesso, como a penúltima história das 21hs, “Avenida Brasil” em que, só para lembrar, a vilã imoral e perversa aparecia como uma católica ativa para disfarçar sua real personalidade.
Justamente pela hegemonia da Rede Globo na produção de telenovelas, ela tem um papel fundamental nas questões abordadas sutilmente nas tramas que, aos poucos, começam a integrar tendências, mentalidade e comportamento dos brasileiros. Vale ressaltar o papel de Dias Gomes, auto-declarado militante de esquerda, que em seu livro “Apenas um subversivo” afirmou várias vezes sua intenção de escrever tramas que disseminassem ideais que são abertamente anti-cristãos. Vejam só o que ele escreveu a respeito de suas novelas:
“Iniciava Verão Vermelho, ambientada na Bahia, entre coronéis,
jagunços, capoeiristas e poetas populares, e abordando tema até
então tabu entre nós, o divórcio – p. 258″ Verão Vermelho foi exibida em 1969.
“”Iniciei Assim na Terra como no Céu, uma critica bem
humorada ao estilo de vida ipanemense, com seus boas-vidas
e seus cafajestes, e também abordando outro tema polêmico,
o celibato dos padres”
-p.258 – Esta novela foi ao ar em 1970
“‘Eu prometo’, (de 1984) com a ajuda de uma jovem escritora em início
de carreira, Glória Perez “- p. 319 – Podemos perceber com quem
Glória Perez aprendeu a escrever novelas…
Essas considerações não são especulações, ou pré-conceitos daqueles que não se interessam pelas histórias retratadas nas telenovelas há mais de 40 anos. Mas sim resultados de uma pesquisa coordenada por um economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Alberto Chong, que demonstra a capacidade das telenovelas em interferir diretamente em questões morais fundamentais da família, no caso específico desta pesquisa: fertilidade e divórcio.
Já em 1970 a Globo investia fortemente em tratar de temas diretamente anti-cristãos, como foi o caso de "Malu Mulher", que abordava divórcio, baixo índice de fertilidade e aborto.
“Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto porcentual.”
O seriado “Malu Mulher”, que também está nas tramas analisadas pela pesquisa, é um exemplo claro da pretensão dos roteiros em moldar a opinião pública. Malu, personagem principal vivida por Regina Duarte, era uma socióloga divorciada que vive “os dramas” da mulher moderna. Segundo a própria descrição da rede Globo: “O seriado discutia as relações entre homem e mulher; as dificuldades da vida conjugal e da vida profissional; a educação dos filhos; e o conflito de gerações, questões até então inéditas na televisão brasileira. O seriado debatia ainda a condição da mulher emancipada que, diante de uma liberdade recém-conquistada, queria assumir responsabilidades sem precisar se submeter à figura do marido.”
E vejam só quais temas já apareciam na telinha da Globo, em 1970, numa época em que a sociedade brasileira estava muito mais pronta para se defender dos ataques da esquerda e do relativismo que crescia acentuadamente desde maio de 68:
(…) Na segunda temporada, Malu reaparece mais madura e ajustada. Tem um emprego fixo em um instituto de pesquisa, um carro em bom estado, as prestações do apartamento quitadas e uma empregada. Ela começa, então, a pensar em recomeçar sua vida afetiva. O seriado continua falando de temas considerados tabus na época, como virgindade, orgasmo e aborto.”
Será tudo uma simples coincidência?
Pesquisas demonstram como novelas moldam a sociedade brasileira.
Foram realizados dois estudos com base em 115 novelas exibidas às 19hs e às 20hs, pela Rede Globo, entre 1965 e 1999, sendo a primeira “Rosinha do Sobrado” e a última “Vila Madalena”.
Os estudos: Novelas e fertilidade: evidências do Brasil (2008) e Televisão e divórcio: evidências de novelas brasileiras (2009), indicam que o índice de fertilidade diminuiu drasticamente de 1970 até 2000 em locais onde o sinal da emissora chegava sem problemas: “a taxa total de fecundidade foi de 6,3 em 1960, 5,8 em 1970, 4,4 em 1980, 2,9 em 1991 e 2,3 em 2000” uma queda de mais de 50% em 40 anos, sendo que esses números continuam caindo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esses números, como demonstra a pesquisa, convergem com a insistência dos autores em criar histórias nas quais as protagonistas são mulheres bem sucedidas, pois são independentes, podem trabalhar e, por isso, não querem ser mães, não se prendem a sua casa e ao “companheiro”. Esse tipo de personagem aparece constantemente nas novelas da rede globo.
Na recente novela das 18hs, "Lado a Lado", o divórcio era um dos temas chaves da trama.
Desse modo, segundo o censo de 2010, “a taxa de fecundidade (número médio de filhos que teria uma mulher ao final do seu período fértil) caiu de 6,16 em 1940 para 1,90 em 2010, portanto, abaixo do nível de reposição, que é de 2,10 filhos por mulher.” Isso significa que, atualmente, e cada vez mais rápido, a quantidade de crianças que nasce não é suficiente para manter a população estável.
Além disso, nos lugares onde se captava o sinal da emissora, aumentava o número de divórcios. Menos filhos, mais separações: eis a ideia de família que se constrói a partir das novelas.
Em uma entrevista a Época, Alberto Chong, quando questionado sobre a influência das novelas em relação ao aumento do número de divórcios, respondeu: “Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984 para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano [...] Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é, de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto porcentual.”
A ofensa direta aos cristãos e a aceitação do público
Isso sem contar as novelas que abordam temas de âmbitos gerais e religiosos para não parecerem totalmente antagônicas e deturpadoras como foi o caso de “América”, em que se mostravam imagens de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe ao mesmo tempo em que uma personagem da novela, evangélica, era uma promíscua disfarçada. Além disso, abordava-se, mais uma vez, um casal homossexual que gerou polêmica e curiosidade do povo sobre a possibilidade de um primeiro beijo no horário nobre.
Em América, de Glória Perez, Nossa Senhora Aparecida aparecia em muitas cenas, ao mesmo tempo em que a novela abordava temas anti-cristãos.
“Provado pelos dois estudos e pelos olhos de qualquer cidadão que observe os vínculos de uma noveleira de plantão, não há dúvidas de que as novelas cumprem papel exclusivo na construção da mentalidade do povo brasileiro.”
As novelas moldam a moralidade, geram tendências sociais e nada está errado? Será que ninguém parou para pensar que tanto os autores quanto o canal da televisão podem abordar temáticas morais do modo como eles bem entenderem?
“Os autores se servem de realidades particulares e cotidianas para sensibilizar o público e depois, quando veem boa aceitação das histórias, direcionam as ações das personagens para o que querem que seja aceito, seja bem visto, polemizado e comentado pelo público geral.”
A implantação do ideais homossexuais através das novelas
Passemos, então, para uma análise dessa realidade. Além da fertilidade e do divórcio abordados na pesquisa do Banco Interamericano, outro assunto está em destaque, cada vez mais acentuadamente, nas novelas da Globo: o homossexualismo. E não é de hoje.
Desde a década de 90, em novelas como “Suave Veneno” e “Torre de Babel” o tema é explorado sutil e constantemente pelos autores que perdem, a cada nova roupagem, os limites e a ousadia nas cenas.
Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/novelas-a-educacao-de-sua-familia-feita-por-uma-rede-de-televisao?origem=100
Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/novelas-a-educacao-de-sua-familia-feita-por-uma-rede-de-televisao?origem=100
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