segunda-feira, 13 de junho de 2011

Correção física aplicada aos filhos segundo a Bíblia

(Joseph Farah) – “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”. (Provérbios 13:24 ACF)

(Fonte: www.juliosevero.com) – Você sabe o que penso acerca da Associação Americana de Psicólogos?

Penso que deviam fazer um exame cerebral.

Ou, no mínimo, o indivíduo — que provavelmente não tem filhos — que elaborou o relatório contra disciplina física na mais importante reunião da AAP sobre violência e abuso nos relacionamentos deveria ser confinado numa sala de isolamento para sua própria proteção e para a proteção da próxima geração de cidadãos.

Murray Straus, que se anuncia como “um especialista anti-surra”, relatou na reunião que ele descobriu evidência que sugere que surras podem levar as crianças a condutas sexuais de risco e a desvios sexuais.

Ele diz que os pais jamais devem dar surra.

Agora, o que é tão irônico acerca disso é que a AAP chegue a reconhecer que existe algo chamado “condutas sexuais de risco” e “desvios sexuais”. Queria que a AAP definisse esses termos para nós, pois foi a própria AAP que reescreveu suas definições na década de 1970 para se adaptar à agenda política de ativistas homossexuais que insistem em que não há nada de arriscado, e certamente nada de desvio, em sua conduta.

Então, o que é desvio sexual, de acordo com o estudo da AAP?

· Forçar verbal ou fisicamente um parceiro de namoro a ter sexo.

· Sexo antes do casamento sem camisinha.

· Sexo masoquista, tal como surrar durante o ato sexual.

Acho que os adeptos do sadomasoquismo vão fazer guerra ao Sr. Straus e a AAP por causa desse argumento. Por quanto tempo eles conseguirão escapar impunes com esse tipo de discurso preconceituoso?

Imagine: “desvio sexual”!

Muita gente achou histerismo quando o colunista Jim Rutz de WND brincou com a idéia de que comer soja torna as pessoas homossexuais. Os blogs “gays” riram dessa idéia. Meus colegas na mídia acharam que era a coisa mais engraçada que já haviam lido. Contudo, a notícia acerca da pesquisa de Straus, que diz que surras transformam crianças em sadomasoquistas, foi recebida com reverência por jornalistas e especialistas.

Leia essa citação de Straus: “Se uma pessoa diz ‘Fui surrado, e não tenho interesse em sadomasoquismo’ não há problema. Mas não é porque surrar é certo. É porque essa pessoa está entre os sortudos”.

Vejamos, dezenas de milhões de crianças são surradas nos EUA e talvez alguns milhares de pessoas em San Francisco [a capital do homossexualismo nos EUA] gostem de sadomasoquismo. Estou disposto a apostar que essa gente de San Francisco não foi surrada. E é por isso que querem o sadomasoquismo.

Aliás, posso prova que surras não levam ao sadomasoquismo.

As surras estão diminuindo em nossa sociedade? Sim.

O sadomasoquismo está aumentando na sociedade? Sim.

Era costume de praticamente todos os pais surrarem seus filhos. Esse era o jeito 40 anos atrás. Era normal e saudável. “Poupe a vare e estrague a criança”, era o que o bom senso da época dizia, e ninguém nem sabia o que era sadomasoquismo.

Mas com a popularidade dos conselhos de criação de filhos propagados por Benjamin Spock ocorreu um declínio nas surras. Passada uma década, houve um aumento no desvio sexual em todas as formas.

Posso provar de outro jeito também.

Deus diz que os pais precisam surrar seus filhos e serem disciplinadores firmes.

Para mim, isso é realmente suficiente. Mas tenho certeza de que não será para a Associação Americana de Psicólogos. Os membros dessa associação provavelmente estão prontos para me internar por acreditar na Bíblia literalmente como a Palavra inspirada e infalível de nosso Criador.

Eu realmente creio que Deus no céu entende a natureza humana melhor do que os psicanalistas politicamente corretos da AAP — que se encolhem de medo e se prostram diante dos caprichos de grupos militantes de pressão, a ponto de redefinir o que é doença mental.

Imagine isso.

Joseph Farah

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

Estudo revela que sexo na mídia aumenta promiscuidade juvenil

Uma pesquisa realizada na Carolina do Norte, Estados Unidos, revela que exposição das crianças ao sexo nos meios de comunicação faz com que, quando jovens, iniciem sua vida sexual mais cedo que o normal.

O estudo foi publicado na edição de abril da revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

A pesquisa baseou-se no comportamento de crianças de 12 a 14 anos. Eles foram observados para medir sua exposição, durante dois anos, a 264 itens — filmes, TV, shows, músicas e revistas — analisado-se depois seu conteúdo sexual.

Simultaneamente, os pais tendem a não falar com seus filhos sobre sexo de forma sincera e no momento certo, deixando um vácuo no qual os meios de comunicação tornam-se poderosos educadores sexuais, fornecendo “a imagem freqüente de que o sexo é divertido e não representa riscos”.

“Foram necessários vários estudos ao longo dos anos para determinar que a violência nos meios de comunicação intensifica o comportamento agressivo das crianças. Em vista das descobertas consistentes relacionadas a isso, seria prudente não esperarmos durante décadas para chegar à conclusão de que os meios de comunicação também são importantes como fontes de normas sexuais para os jovens”, diz um trecho.

Autor:
Revista Pediatrics - da Academia Americana de Pediatria.
Fonte: Elnet

A mídia influencia a gravidez na adolescência

Adolescentes que assistem muitos programas de TV com conteúdo sexual – sejam cenas ou diálogos – têm probabilidade duas vezes maior de engravidar nos três anos seguintes do que os jovens que assistem poucos desses programas, segundo um estudo da RAND Corporation publicado nesta segunda feira pela revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

O estudo americano é o primeiro a estabelecer uma relação direta entre a exposição de adolescentes a conteúdo sexual na TV e gravidez – tanto de meninas, como dos garotos que assistem aos programas e engravidam suas namoradas.

Para a pesquisadora Anita Chandra, que liderou o estudo, os “adolescentes recebem considerável quantia de informação sobre sexo através da TV e a programação normalmente não destaca os riscos e responsabilidades do sexo”.

“Nossas conclusões sugerem que a televisão pode desempenhar um papel significativo nas altas taxas de gravidez adolescente nos Estados Unidos.”

Metodologia
No estudo, os pesquisadores acompanharam 2.000 adolescentes entre 12 e 17 anos de idade durante três anos. Os pesquisadores perguntavam sobre os hábitos televisivos e sexuais dos adolescentes.

A análise é baseada nos resultados de cerca de 700 participantes que haviam iniciado suas atividades sexuais neste período e falaram de seu histórico de gestações.

As informações sobre os hábitos televisivos foram combinadas com os resultados de uma outra análise sobre programas de televisão para determinar a freqüência e o tipo de conteúdo sexual a que os adolescentes estão expostos quando assistem TV.

Para os pesquisadores, o conteúdo sexual dos programas pode influenciar a taxa de gravidez na adolescência ao criar a percepção de que relações sexuais sem a proteção anticoncepcional oferecem pouco risco, e estimulando jovens a se iniciar sexualmente mais cedo.

Os pesquisadores se concentraram em 23 programas, que incluíam dramas, comédias, reality shows e programas de auditório.

“A quantidade de conteúdo sexual na televisão dobrou nos últimos anos, e há pouca representação de práticas seguras de sexo nesses programas”, diz Chandra.

“Apesar de ter havido algum progresso, os adolescentes que assistem televisão ainda vão encontrar pouca informação sobre as conseqüências de práticas sexuais sem proteção entre os muitos programas mostrando sexo.”

Outros fatores
Os pesquisadores afirmam, no entanto, que outros fatores influenciam a gravidez na adolescência.

Adolescentes que moram com os dois pais têm probabilidade menor de engravidar, enquanto meninas, negros e adolescentes com problemas de comportamento como disciplina, estão mais propensos a engravidar.

Os jovens que pretendiam ter filhos cedo também têm mais propensão a engravidar durante a adolescência.

Os pesquisadores recomendam que as redes de TV sejam encorajadas a incluir programas que mostrem relações sexuais de forma mais realista e incluam conseqüências do sexo sem proteção, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Eles ainda recomendam que os pais assistam televisão com os filhos adolescentes para explicar as conseqüências de sexo sem proteção e que pediatras perguntem aos jovens que programas de TV eles assistem, para dar mais informações sobre métodos anticoncepcionais.

Mas Chandra afirma que a televisão é apenas parte da dieta midiática dos adolescentes. “Nós também devemos investigar o papel das revistas, da internet e da música”, afirmou.

A taxa de gravidez na adolescência vem caindo nos Estados Unidos desde 1991, mas o país ainda é um dos que tem maior incidência entre os países desenvolvidos.

Quase um milhão de jovens meninas engravidam a cada ano, sendo que a maioria dessas gestações não são planejadas. As pesquisas mostram que as mães adolescentes têm mais propensão do que outras meninas a abandonar a escola, precisar de benefícios e viver na pobreza.

A RAND é uma organização de pesquisas sem fins lucrativos que produz análises para o setor público e privado.

Autor: Globo Notícias
Fonte: G1

Por que existiram as cruzadas? Devemos ter vergonha da reação católica?

O iluminismo, racionalismo além do laicismo hoje estão enraizados no pensamento histórico atuante no mundo, propagam uma campanha desde o fim do Século XVIII, anticatólica sob pontos históricos e científicos ajudado por muitas outras correntes de pensamento não alinhadas a Igreja, como consequência deste processo, acompanhamos a linha de pensamento dos meios de comunicação no ocidente, fazendo com que em vários círculos acadêmicos e de ensino seja passado uma historia distante de sua verdadeira hermenêutica sendo uma verdadeira desconstrução de acontecimentos e invenção em certos casos, neste cenário o observa-se o que o Pe. W. Devivier argumentou sobre como tratam a historia os inimigos da Igreja.
“Dão-se os inimigos do catolicismo, com grande afã, a rebuscar, através dos séculos, os abusos e faltas, necessariamente inerentes à frágil natureza humana, para delas fazerem o grande cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” (DEVIVIER, 1925).
Devendo o católico não se envergonhar de sua historia, e nem das posições da Igreja por cauda daqueles que tomam como cavalo de batalha a inversão dos fatos históricos ou os erros de muitos filhos da mesma instituição divina, para articular guerra contra a imagem da Igreja.
“Incriminar as Cruzadas pelo motivo que suscitou a idéia delas, seria dar prova de uma ignorância crassa ou, o que é pior ainda, de uma imperdoável má fé. Supondo mesmo que a Igreja só tivesse em vista libertar os cristãos do domínio muçulmano no Oriente, já por este título ficaria sendo merecedora do mesmo reconhecimento que os Estados modernos, ao lutarem pela abolição da escravatura ou pela repressão dos morticínios nos países bárbaros.” (DEVIVIER, 1925).
Sobre as cruzadas temos uma total ou radical distorção do que simbolizou ou representou para Ocidente este acontecido empreendido principalmente pela Igreja Católica, asseguram alguns historiadores que foi esta contra ofensiva ao avanço do Islamismo que manteve a civilização Ocidental de pé. No contexto deste episodio da historia, devemos primeiramente destacarmos que o termo, “cruzadas” foi cunhado séculos após os acontecimentos especificamente na metade do século XIII, para designar o que a Igreja na época chamou de “Inter hierosolymitanum.” (viagem à Jerusalém); “Inter sancthi sepulchri” (viagem ao santo sepulcro); Perigrinatio, succursus, passagium; varias são as denominações, para tal evento que ficou conhecido como Cruzadas.


Avanço hostil do islamismo frente ao Cristianismo
 
 

Até o século III, Jerusalém assim como a Terra Santa, como será conhecida pelos cristãos séculos depois, mantinha grande influencia cristã a Igreja estava já estabilizada e gozava de uma organização hierárquica firme, mesmo com a presença judaica historicamente já constituída na região desde os primórdios, esta região em meados do século IV, já registrava todos os meses e durante todo os anos visitas continuas de peregrinos vindos de todas as partes da Europa e de outros lugares, para conhecer os lugares santos, onde Cristo havia vivido e os Apóstolos tinha ministrado a boa nova no inicio da Igreja:
No séc. V o maometanos encontram grande expansão no oriente e de 634 até 644, o califa, Osmar, conquista a Palestina, Síria, Pérsia, e o Egito em 638 o califa conquistou Jerusalém, e demais territórios, invadem e destroem as primeiras Igrejas Cristãs de toda a Palestina, nesta caminhada de invasões também se esforçam na destruição e abate das Igrejas e fieis cristãos, no Egito onde magníficas Igrejas de importância histórica para cristianismo do norte da África, já estavam instauradas vindas dos primeiros cristãos, que tiveram também como bispo Santo Agostinho de Hipona e como atesta a tradição S. Marcos havia pregado lá; foram colocadas a baixo.
As raízes cristãs penetradas nestas regiões e levando à quase extinção do Cristianismo nestes territórios, atualmente comprova-se esta consequência através das Igrejas ortodoxas que sobrevivem em meio à hostilidade Islâmica, tendo forte ajuda da Igreja Católica hoje, mas retomando os islâmicos neste continuo progresso de invasão a territórios tomam a Grécia e expandem-se também para a Sicília e investem na Espanha, sem falar na atual Turquia, onde levam a destruição as Igrejas fundadas por São Paulo ainda no I século hoje só subsiste ruínas e a conversão de grandes catedrais e basílicas em mesquitas islâmicas como aconteceu com a Basílica de Santa Sofia em Constantinopla atual Istambul capital da Turquia.
Tempos depois em 1453 o Sultão (Mehmed) Maomé II toma Constantinopla que sucumbe ao Islamismo. O Mediterrâneo e os Bálcãs passam a ser controlados pelos Árabes, tudo isso proposto pela Guerra Santa “Djihâd”, graças a esforços a Itália não se rende e os Islâmicos que são retirados de Viena; neste contexto os Cristãos são violentamente proibidos e ultrajados de visitar os lugares Santos; A Igreja no Ocidente em ato de defesa Reage.

Reação Católica


Perante o concilio de Clermont, realizado na França em 27 de novembro de 1095 o Papa Urbano II, lança apelo aos Cristãos europeus, pela libertação dos lugares santos do cunho Islâmico, milhares de pessoas se mobilizam, o Monge Pedro o Eremita, grande pregador reuniu uma grande multidão e auxiliado pelo cavaleiro Gautier Sans Avoir, organizam todos os que se dispuseram a lutar pela libertação da Terra Santa.
Após longa viagem atravessam a Alemanha, Hungria, Bulgária, Os Bálcãs chegam a Constantinopla, mais cansados pela longa viagem e sendo incentivados a lutar pelo imperador Bizantino Aleixo Comneno, aconselhados a ficarem fora dos muros de Constantinopla, são massacrados pelos por tropas maometanas fora da capital, fato que ficou conhecido como a “cruzada popular ou dos mendigos” após este acontecido, varias outras peregrinações de libertação, seguiriam se historicamente se obtém o numero de oito ou nove, (a nona aqui citada é considerada parte da oitava) a qual em ordem fazemos uma pequena cronologia delas:


I. É organizada e bem treinada militarmente enviada a Jerusalém (1096 à 1099);


II. Foi um fracasso na conquista completa de Jerusalém. (1147 a 1149);


III. É assinado um acordo com Saladino; (1189 a 1192);

IV. As cidades cristãs de Zara são libertadas, se destaca a libertação de Constantinopla; (1202 a 1204);

V. Mais uma vez é derrotada a tentativa de reconquista de Jerusalém; (1217 a 1221);

VI Finalmente são libertados os lugares santos das cidades de Jerusalém, Belém e Nazaré; (1228 a 1229);

VII. São Luis IX é aprisionado, mas os muçulmanos o liberam depois de pagamento de uma grande quantia exigida. (1248 a 1250);

VIII. São Luis IX morre; resultado final os Árabes acabam triunfando, pela suas técnicas e organização militar: 1270;

IX. Nona e última Cruzada em 1291, também tida como parte integrante da oitava cruzada, Tentativa sem sucesso de levantar o cerco de Acre. Com o abandono das duas últimas fortalezas da Ordem dos Templários na Palestina e ao norte de Beirute, os Estados latinos da Terra Santa são extintos.


É bom lembrar que grandes Reis europeus lutaram em defesa do Cristianismo, Felipe Augusto (França): Frederico Barba-ruiva (Sacro Império): Ricardo Coração de Leão, (Inglaterra):


As nossas raízes historiográficas detêm uma clara influencia da propaganda anticatólica, articulada há séculos atrás sobre os incidentes acontecidos durante as peregrinações em libertação de Jerusalém, causando total rejeição ou distorção ao que fora e representou esta ofensiva do Ocidente que manteve em pé a civilização europeia que lamentavelmente instaurou no pensamento de muitos estudiosos e até religiosos poucos formados, apego a tida historia “oficial”. Hoje vemos as calunias melhor dizendo as acusações. Que os agressores da historia foram nós os católicos e a Igreja errou em tomar esta atitude, para uns até vestida de política e que os agredidos foram os infiéis árabes, neste texto demonstramos os motivos deste acontecimento, e a real historia das (Cruzadas).


John Lennon J. da Silva
Caruaru 20 de Julho 2010
Apostolado São Clemente Romano


Referências:

[1] DEVIVIER, Pe. W. Curso de Apologética Cristã. 3º Edição. São Paulo: Editora Melhoramentos, 1925.
[2] WIKIPEDIA. Cruzada. Enciclopédia livre. Disponivel em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruzada Acesso em: 20 julho 2010.
[3]MESSORI, Vittorio. Defendendo as Cruzadas – Agredidos e Agressores. [Jornal Corriere dela Sera, 26 de Julho de 1999] Frente Universitária Lepanto. Disponível em: http://www.lepanto.com.br/dados/NotCruzadas.html Acesso em: 20 julho 2010.
 
Fonte: http://apostoladosaoclementeromano.blogspot.com/

Homem: "luz para o mundo moderno"

Entrevista com o professor de antropologia Juan Luis Lorda


NAVARRA, quarta-feira, 14 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Mostrar o que realmente é a pessoa humana é “luz para o mundo moderno”, um dos principais desafios da Igreja hoje, o fundamento de seu diálogo como mundo e um aspecto básico da nova evangelização.

É o que explica o professor de antropologia teológica e antropologia cristã na Universidade de Navarra, Juan Luis Lorda, nesta entrevista concedida a ZENIT.

ZENIT: Que é a antropologia teológica e quais são seus grandes temas?

Juan Luis Lorda: A antropologia teológica é o estudo teológico do homem. Quer dizer, o que sabemos do homem partindo da revelação de Deus, tal como o que contemplou a rica tradição de pensamento cristão, que também possui uma enorme experiência humana.

Esses grandes temas são: que o homem é um ser feito para Deus, que está destinado a se identificar com Cristo, que tem uma dignidade particular que é o fundamento da moral, que há uma realidade do pecado na história humana e em cada pessoa, que há uma salvação e renovação em Cristo: isso é a graça.

ZENIT: Que lugar ocupa a antropologia no diálogo da Igreja com a modernidade?

Juan Luis Lorda: A antropologia é a base do diálogo da Igreja com a modernidade. João Paulo II disse, já em seu primeiro discurso ao iniciar seu pontificado, que a apresentação atual do cristianismo tem a ver com a ideia do homem.

A antiga apologética cristã, a defesa, converte-se em uma apresentação do cristianismo, que responde aos desejos mais profundos da pessoa. Deve mostrar que Cristo revela o homem ao homem.

Os cristãos têm uma ideia muito elevada do que é o homem, de sua dignidade, de sua realização, de seu chamado a ser filho de Deus e viver fraternalmente na dignidade do mistério da vida e da família.

Tudo isso é luz no mundo. A modernidade tem uma ideia do homem como indivíduo livre depositário de direitos. Isto é verdade e também uma conquista histórica.

Ao mesmo tempo, se pararmos aí, é pobre. Porque a liberdade tem a ver com a verdade e está destinada à realização do homem. Uma liberdade egoísta como um fim em si mesma é uma espécie de curto-circuito vital.

Além disso, a ênfase moderna nos próprios direitos dá lugar a uma mentalidade egoísta e põe em segundo plano as obrigações e deveres em que a pessoa realiza sua vocação social e, em particular, sua vocação ao amor.

O verdadeiro amor, paradoxalmente, é entrega, doação, uma perda voluntária de liberdade. Mas nele a pessoa a pessoa e tira o melhor de si.

A entrega no matrimônio em família, na amizade sem interesse na vida social, na vida da Igreja são grandes horizontes da realização da pessoa.

Todas estas são grandes contribuições cristãs, luzes para o mundo moderno. E não devemos nos esquecer da doutrina cristã sobre o mal e o pecado.

A modernidade nasceu com uma espécie de otimismo ingênuo: acredita que pode vencer o mal dentro de nós mesmos, e fora só com a razão e a educação. Mas os cristãos sabem que é necessária a graça de Deus e o amor.

ZENIT: O senhor publicou durante o curso o manual Antropologia Teológica, que já esgotou na primeira edição. Por que escreveu este livro?

Juan Luis Lorda: É um manual que forma parte de uma coleção da Faculdade Teológica da Universidade de Navarra. Esta coleção pretende abordar todas as matérias que são estudadas na teologia.

Há 20 anos, ensinei esta matéria na faculdade; por isso me encarregaram. Custou-me muito tempo fazê-lo porque, de certa forma, esta matéria é nova na teologia. Desde meados do século XX se quis reunir o que a teologia diz sobre o homem em uma única matéria.

Já existem alguns anuais de antropologia teológica, mas a maioria ensaística. Levei 13 anos elaborando, durante esse tempo escrevi vários livros preparatórios: uma antropologia bíblica, um ensaio que se chama Para uma ideia cristã do homem e um tratado sobre a Graça.

ZENIT: Qual é a contribuição mais original?

Juan Luis Lorda: Parece-me que é novidade a síntese geral e a ordenação da matéria. O tema central do livro é o mistério pascal, que é a máxima revelação de Deus em Cristo e serve para centrar muito bem todo o discurso cristão sobre a graça.

Temos de levar em conta que, no século XX, houve duas grandes contribuições para a antropologia teológica: a Constituição Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, e o pontificado de João Paulo II, que foi muito fecundo.

João Paulo II aprofundou o fundamento da moral na antropologia; tanto nos aspectos de moral fundamental, como na dignidade do homem e o sentido da vida, como nos de moral sexual e os da moral social.

Além disso, pensava que a ideia cristã sobre o homem era um caminho de evangelização.

O livro possui duas partes: a apresentação da ideia cristã do homem e a transformação em Cristo pela graça.

Ele presta muita atenção à teologia patrística e aos exponentes principais do pensamento cristão antigo, o que é importante para o ecumenismo. Faz um esforço de compreender bem as posições para superar mal-entendidos.

Também inclui aspectos pontuais da doutrina da graça que formam parte da experiência cristã, a sabedoria cristã adquirida por meio da história.

ZENIT: Um dos temas que o manual explora é a dignidade da sexualidade humana. O senhor destaca no livro que “com sua fecundidade, o homem transmite a imagem de Deus” e que “esta é a razão pela qual a sexualidade humana está regida por leis morais tão graves”. Como se pode transmitir esta mensagem na sociedade ocidental atual?

Juan Luis Lorda: É um bonito desafio e um dever. Os cristãos tem uma ideia muito elevada do que é o homem, do que é a vida e, por isso mesmo, da sexualidade, da fecundidade humana, do matrimônio e da família. Também do celibato.

Sabemos que tudo isto responde ao desejo de Deus e isso nos dá muita segurança. A moral sexual cristã se apoia também na própria evidência natural da sexualidade, na realidade do amor conjugal e da família como comunidade natural humana. É o livro da natureza, que Deus também escreveu. É a verdadeira ecologia humana.

Em contrapartida, a revolução sexual que o Ocidente viveu baseia-se em uma grande quimera antiecológica: que o homem pode mudar a si próprio como quiser; e especialmente, a sexualidade.

Não deixa de ser curioso que a cultura ocidental seja tão ecológica e tão naturalista quando se trata da alimentação, e, pelo contrário, quer ensinar as crianças que o sexo é algo que depende totalmente da liberdade pessoal.

Nós sabemos que não é assim: que é uma fundação biológica com uma ordem natural, que tem uma relação profunda com o amor conjugal, que tem a dignidade de transmitir a vida humana, que funda a família.

Por isso, é uma realidade que merece o máximo respeito. Dizia um sensato autor, Sheed, que a vida é sagrada, por isso o matrimônio é sagrado e o exercício da sexualidade humana também tem algo de sagrado.

Em tudo se exerce a dignidade da pessoa. Isso explica a moral sexual cristã que não é repressiva do sexo, mas que, realmente, o considera algo maravilhoso.

ZENIT: Nesse ponto de seu livro, afirma que estamos experimentando um “retrocesso cultural”. Ao que isso se refere?

Juan Luis Lorda: À perda do valor da família nas sociedades ocidentais. É um espaço de suicídio e talvez não seja a primeira vez que é produzido na história.

Na cultura política está se impondo um liberalismo libertário. Inclusive a esquerda acolhe este discurso, depois de que, com a queda dos regimes comunistas, desapareceu a teoria econômica e social socialista.

O liberalismo clássico tinha duas vertentes: um liberalismo econômico, que pretendia eliminar as barreiras e fronteiras com a produção industrial e o comércio; e um liberalismo político, que protege e aumenta as liberdades políticas das pessoas.

A partir de 1968 chegou um novo liberalismo sexual. Esse é o liberalismo libertário. A defesa do sexo usado de qualquer forma. Isso afetou profundamente a família, que é a base da civilização.

ZENIT: Em que medida a antropologia cristã está envolvida atualmente na nossa cultura?

Juan Luis Lorda: O cristianismo forma parte, e muito importante, de nossa cultura. Não gosto quando se fala do atrito entre Igreja e mundo moderno, porque a Igreja ou os cristãos formam parte do mundo moderno.

Não só porque vivemos nele, mas também porque muitas das grandes ideias do mundo moderno estão enraizadas no cristianismo.

O famoso lema da Revolução francesa, “liberdade, igualdade, fraternidade”, expressa ideiais cristãos.

Nós, cristãos, cremos na existência real da liberdade, na qual todos os homens são iguais e em que somos irmãos porque somos filhos de Deus. Mas uma grande parte da cultura moderna atual não acredita nisso. O materialismo científico não acredita, por exemplo, na liberdade. E a biologia não acredita na igualdade ou na fraternidade. A evolução das espécies funciona porque não há igualdade e porque o mais forte se impõe.

Uma grande parte da cultura moderna já não é capaz de sustentar seus fundamentos, porque não acredita neles. Menos ainda acredita no valor ou dignidade da vida humana.

A extensão do aborto é uma prova que se impõe na utilidade sobre o valor: faço o que quero ou o que me convém, acima do que é valioso, do que devo, do que é bom.

No fundo, muitos defendem que o homem, cada homem, é somente um pouco de matéria casualmente organizada. Nós acreditamos que é um grande valor.

Os cristãos são os grandes humanistas da cultura moderna, ainda que não sejamos os únicos, porque muita gente com sentido comum e com sentido da beleza ou da justiça compartilha estas convicções.

ZENIT: Como aborda as questões da bioética como a clonagem ou o transhumanismo na compreensão tradicional do que é o homem?

Juan Luis Lorda: Parece-me que não tratam de entender melhor o homem, mas que querem usá-lo. Não focam no tema da dignidade humana, mas da utilidade. Por isso, não lhes importa gerar milhares de embriões humanos e deixá-los em refrigeradores com alguma finalidade posterior ou até mesmo para testes cosméticos.

É missão de todos, mas especialmente das pessoas mais comprometidas, defender diante disto a dignidade humana. Não é só coisa de cristãos. Como dissemos, compartilhamos estes valores com muitos que acreditam na existência da justiça, beleza, do amor humano e da dignidade humana.

ZENIT: Como a Igreja enfrenta o desafio de manter e aprofundar o conceito de “pessoa humana” no futuro?

Juan Luis Lorda: Pode-se dizer que a Igreja é a grande defensora da dignidade humana. Graças a Deus, compartilhamos esta preocupação com muitos homens de boa vontade.

Nós acreditamos que a dignidade humana se baseia em que o homem é imagem de Deus. Nem todos sabem, mas percebem de alguma forma ao ver as manifestações da bondade humana: inteligência, moral, sentido estético... com isso alcançam compreender algo da dignidade humana.

Diante disso, nós encontramos pessoas que têm uma mentalidade materialista, que acreditam que o homem é uma acumulação de matéria e, portanto, é a mesma coisa destruir um monte de areia ou uma pessoa, praticamente.

Também há pessoas que sacrificam tudo para sua utilidade, a sua conveniência. Isso é a essência da imoralidade. Por isso, não respeitam a dignidade, nem de sua pessoa nem de nada.

Autor: Patrícia Navas
Fonte: http://www.zenit.org/article-25504?l=portuguese

A história de Roberto Ronca

Salvou judeus e opositores do fascismo, ajudou a derrotar o comunismo


ROMA, segunda-feira, 19 de julho de 2010 (ZENIT.org) – No imediato pós-guerra, a Itália se viu obrigada a fazer frente à ameaça concreta social-comunista: as eleições de 18 de abril de 1948, as primeiras após anos de conflito, demarcaram uma verdadeira e própria batalha entre duas concepções do homem e do mundo profundamente antagônicas. De um lado, o mundo ocidental, livre e cristão, e do outro o mundo social-comunista, ligado a Moscou e representado pela frente Popular, coligação entre o PC e o PSI.

Naquela ocasião a Democracia Cristã venceu com maioria relativa dos votos e a totalidade do assentos – fato único na história – inaugurando assim o que seria uma longa fase de governo. O que talvez poucos saibam é que a vitória foi possível graças a um grandioso esforço de mobilização popular promovido especialmente por dois homens: Luigi Gedda (1902-2000), vice-presidente da Ação Católica italiana e idealizador dos Comitês Cívicos, e monsenhor Roberto Ronca (1901-1977), então reitor do Pontifício Seminário Maior em Roma, fundador e diretor do movimento cívico-político católico e anti-comunista “Unione Nazionale Civiltà Italica” (1946-1955).

Dom Ronca foi também protagonista de uma grandiosa operação de resgate de judeus e anti-fascistas que se refugiaram no Seminário Maior nos meses que antecederam a liberação de Roma das tropas nazistas.

A figura de Ronca foi oportunamente lembrada nos últimos dias com a publicação de um pequeno livro de autoria do jornalista e historiador católico Giuseppe Brienza, que inclui a primeira carta pastoral daquele que viria a ser bispo de Pompeia, homem de confiança de Pio XII (“Roberto Ronca, Lavorare e sacrificarsi per la gloria di Maria”, Edizioni Amicizia Cristiana, Chieti 2010, http://www.amiciziacristiana.it/).

O documento, publicado na Itália em 5 de agosto de 1948, representou um corajoso testemunho de militância cristã, antecipando, com seu repúdio às “doutrinas falsas e subversivas”, o decreto de excomunhão dos comunistas, emitido em 1º de julho de 1949 pela então Congregação do Santo Ofício.

A carta inicia com uma declaração de amor filial dirigida a Nossa Senhora, “Rainha das Vitórias”, seguida de uma homenagem dedicada a “nosso Pai comum”, o Sumo Pontífice Pio XII, Vigário de Cristo na terra. Assim fazendo, monsenhor Ronca mostrava a seus fiéis o verdadeiro sentido da vida cristã, a qual, fundamentada na Eucaristia, encontra suas outras fundamentações na devoção mariana e na obediência ao Papa e seu Magistério.

Se o objetivo do cristão é o de instaurar o “Reino de Cristo”, o caminho mais seguro passa pela imitação diária de Maria, Professora de Fé e Vencedora de todas as heresias. O Rosário, a “corrente” predileta de Maria, torna-se então o meio mais precioso para a santificação pessoal, familiar e social, segundo o próprio ensinamento do fundador do Santuário de Pompeia, o futuro Beato Bartolo Longo (1841-1926).

Mas a carta permite apreciar também as qualidades de pregador, animador cultural e talvez até de profeta de monsenhor Ronca, que soube ver, com lúcido olhar, as consequências nefastas que a “opção religiosa” – e anti-política - da Ação Católica teria sobre todo o país.

Autor: Omar Ebrahime
Fonte: http://www.zenit.org/article-25548?l=portuguese

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aborto não é questão religiosa, mas científica

MEXICO D.F., 26/07/2010 (ACI).- Uma perita em temas de família recordou aos cidadãos do México que a defesa da vida não é uma questão religiosa e indicou que esta se apóia na certeza científica de que um concebido é um novo ser humano.

No artigo "O drama do aborto", publicado no Jornal de Yucatán, Lourdes Casares de Félix da Associação em Defesa da Família, explicou que o direito à vida não se converteu em um direito religioso. "Acaso defender a vida de um ser humano inocente é questão de religião? Aceitar que o embrião antes das 12 semanas e desde sua concepção é uma pessoa cuja vida deve ser respeitada e afirmar que o aborto é um crime não é questão de religião, é um argumento que se apóia na ciência como poderia demonstrar o doutor em Medicina e Ciências e professor de Genética Fundamental, Jerome Lejeune", indicou.

"Cientificamente foi provado que há vida (no embrião) e que é humana. Aqui a pergunta moral ou ética seria: devemos permitir dar morte a essa vida? A resposta pode ser dada por qualquer ateu humanista. Ante a falta de argumentação científica para promover o aborto sempre há o recurso de culpar a religião", acrescentou.

Casares recordou que "o drama do aborto não só radica em despojar o não nascido de direitos, nem em empenhar-se em não reconhecê-lo como a pessoa que é, nem em aceitar ou negar sua capacidade de sentir dor ou prazer, nem em minimizar sua capacidade potencial de raciocinar e decidir, o drama é a triste desumanização do ser humano empenhado em destruir a vida de seres indefesos negando-lhes a oportunidade de viver".

Autor: ACI - Digital
Fonte: http://www.acidigital.com/archivo.php?fecha=2010-07-26